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12 de maio de 2008

Spina Bifida Occulta


Dado terem surgido algumas questões relacionadas com Spina Bifida Oculta nos últimos comentários e perguntas dirigidas aos leitores do blog (ver “ultimos comentários”, na barra esquerda deste espaço), pode ser importante referir que...

por um lado, este tipo de Spina Bifida é de todos o mais comum – afecta entre 5 a 10% da população mundial – e, ao mesmo tempo, é o que menos complicações traz.

Por outro lado, em média, apenas 1 em cada 1000 pessoas pode ter complicações mais ou menos sérias associadas a esta condição, como dores musculares (sobretudo nas costas), deformações nos pés, diminuição da força ou da sensibilidade nas pernas, problemas de motricidade fina (dificuldade, por exemplo, em segurar objectos ou fazer desenhos), infecções urinárias ou incontinência ligeira. Mas tudo isto acontece, de facto, muito raramente.

Por vezes, há necessidade de operar: mas a verdade é que a intervenção cirúrgica é normalmente usada para, descomprimindo a zona inferior e tensa da coluna vertebral, minorar as dificuldades sentidas e não, de facto, para as resolver por completo.

A Spina Bifida Oculta é uma espécie de forma primária de Spina Bifida: o momento em que existe uma pequena falha entre duas ou mais vértebras da parte mais baixa da coluna. É, normalmente, descoberta por acaso, quando há necessidade de fazer radiografia à coluna ou qualquer outro exame deste tipo. Há muita pouca informação relativa à Spina Bifida Oculta, sobretudo em Língua Portuguesa. Nalguns sites de outras associações – no caso, o site da Associação Britânica de Spina Bifida e Hidrocefalia - ASBAH, onde investiguei e colhi parte destas informações – há informação credível e devidamente tratada e preparada para todos.

dados: ASBAH
imagem: Armando Castillo

8 de agosto de 2007

A Hidrocefalia de Pressão Normal ocorre quando a produção de líquido céfaloraquidiano se torna exagerada, ficando obstruída a sua passagem no em alguns dos pontos por onde circula. Este líquido (o equivalente, de forma muito tosca, ao óleo do motor de um automóvel, que, ao protegê-lo, o faz funcionar) circula por entre o cérebro, os ventrículos cerebrais e o tubo neural, nutrindo-o e funcionando como um escudo protector do sistema cerebral.

Uma vez bloqueada a sua passagem (de formas várias mas ainda pouco conhecidas e relativamente estudadas), surge Hidrocefalia de Pressão Normal, situação que, remediável, na maior parte dos casos, se detectada precocemente, pode causar danos ou mais ou menos sérios.

Sabe-se que este tipo de situação clínica ocorre de forma mais frequente na população mais idosa, geralmente em pessoas com 60 ou mais anos de idade. Devendo sempre por sempre ser clinicamente tratada, vigiada e acompanhada, a Hidrocefalia de Pressão Normal pode ser precocemente detectada se se estiver atento aos seus sintomas, normalmente associados a outras doenças como, por exemplo, Alzheimer ou Parkinson.

Os sintomas principais são, genericamente, três

Demência – falta de memória de curto prazo, esquecimento sistemático e dificuldade em lidar com a rotina e as tarefas do dia-a-dia. Neste caso, o conformismo a estas situações, normalmente associada à idade avançada ou a estados depressivos, pode ser o maior dos problemas.

Falta de Mobilidade – normalmente reconhecidas por falta de equilíbrio e quedas frequentes.

Incontinência Urinária – sendo, regra geral, o último sintoma a surgir, pode caracterizar-se, primeiro que tudo, pela incapacidade de chegar a tempo ao WC.

Porque acontece isto? Ninguém sabe, de facto, ao certo. Sabe-se, no entanto, que, em alguns casos, a Hidrocefalia de Pressão Normal surge quando existe um desequilíbrio na produção de líquido céfaloraquidiano - como uma torneira que, uma vez aberta na sua máxima força, pode encher uma banheira sem que a tubagem permita o escoamento da água a tempo e horas.

fonte: asbah.org