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26 de novembro de 2007


Em Espanha, um grupo de investigadores do Hospital da Universidade Virgen de la Arrixaca, em Murcia, elaborou um estudo acerca da possível eficácia de um novo tipo de válvulas usadas no tratamento da Hidrocefalia: as válvulas programáveis.

As funções destes dispositivos comparativamente às válvulas normalmente em uso consistem, no essencial, na possibilidade de regulação do fluxo do líquido céfaloraquidiano (LCR), aumentando ou diminuindo a pressão do mesmo face às necessidades de cada indivíduo.

Num grupo de 100 bebés com uma média de idade de 25 dias, o sucesso da aplicação destes dispositivos, regulados conforme as necessidades individuais num período de tempo de cerca de 55 meses, foi de 70%. A taxa de mortalidade e infecções associadas à colocação da válvula foram substancialmente reduzidas.

Ainda em estudo e com necessidade de maior investimento material e humano, estes dispositivos parecem, numa fase preliminar e segundo estas primeiras pesquisas, ser de utilidade, sobretudo porque a sua pressão pode ser regulada pelos médicos de forma relativamente menos complicada.


Os detalhes, sempre interessantes, aqui.


10 de outubro de 2007


A Associação "Spina Bifida e Hidrocefalia" de Portugal esteve presente no protocolo da recém-formada Associação Angolana de Spina Bifida e Hidrocefalia. Posteriormente, por intermédio de entendimento anteriormente assente com a If - Federação Internacional das Associações de Spina Bifida, vai tentar, na medida do possível, minorar os problemas das crianças com Hidrocefalia naquele País de Àfrica. Assim, vão ser enviadas para Angola cerca de 25 válvulas (ou shunt) Shabra para colocação cirúrgica.

As válvulas Shabra, de fabrico Indiano, custam cerca de €25 por unidade. São substancialmente mais baratas que as shunt de fabrico Americano, ao custo por unidade de cerca de €1000.

Boas notícias, portanto, para as crianças Angolanas.

21 de maio de 2007

Uma equipa de cientistas do Departamento de Neurocirurgia da Universidade de Tuebingen põe a hipótese do risco de infecção que pode advir da implantação cirúrgica de válvulas diminuir se as mesmas estiverem impregnadas de antibiótico.

O estudo foi recentemente realizado e, durante um período de 24 meses, foram efectuadas várias intervenções cirúrgicas com vista à colocação de válvulas.

Da análise dos 258 pacientes submetidos a este estudo, verificou-se que, no que respeita à colocação de válvulas impregnadas de antibiótico, o risco de infecção parece diminuir em cerca de 5,8% dos casos.

Mesmo que sejam necessários estudos mais longos, mais demorados e com maior representatividade, pode sugerir-se ser esta uma das possíveis soluções para a introdução sem problemas de válvulas normalmente usadas no tratamento, por exemplo, de hidrocefalia, um problema que, recentemente, tem vindo a conhecer um forte incremento e interesse científicos.

O resumo do referido estudo está aqui.

Imagem: Asociación Malagueña de Espina Bifida, aqui.