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24 de junho de 2008

Ácido Fólico: mais ou menos gramas?


Embora prestes a encerrar, o Serviço Britânico de Saúde (NHS) mantém ainda um fórum online de e para técnicos de saúde da Grã-Bretanha. Uma pergunta: Tenho uma senhora no primeiro semestre de gravidez cuja irmã tem Spina Bifida – será que ela precisa de uma dose reforçada de ácido fólico? Se sim, que dose?

A resposta: seguindo as directrizes do guia de cuidados pré-natais do NHS, o risco de ocorrência de doenças do tubo neural (como a Spina Bifida) é maior quando…

- Alguém do casal é portador de doença do tubo neural ou já ocorreu alguma gravidez com esta doença.

- A mulher tem doença celíaca (intolerância ao glúten), diabetes, anemia ou toma drogas antiepilépticas.

Todas as outras pessoas têm um risco normal de ocorrência de doenças do tubo neural.

Refere-se, ainda, na resposta, que a dose diária indicada é de 400 microgramas por dia até às 12ª segunda de gravidez. E que a dose diária recomendada para pessoas em risco de ocorrência é de 5 miligramas/dia, a continuar pela gravidez fora.

Simples e directo. Acredito que este serviço, a encerrar lá, deveria continuar aqui. Fica a ideia.


(uma referência especial à autora da foto, EGG05, Linda Lieberman, uma das mais incríveis fotográfas do tempo em que vivemos. Sugiro-a vivamente, pelo menos aqui)

fonte: clinicalanswers.nhs.uk

5 de maio de 2008

Sensibilização para a Spina Bifida

Foi no dia 21 de Abril, no Palácio das Galveias, em Lisboa: lançamento da campanha ASBIHP de sensibilização para a Spina Bifida.




fonte: youtube.com/asbihp.pt

30 de abril de 2008

29 de abril de 2008

preso à nascença (mas livre)

mais um spot da campanha de sensiblização para a spina bifida, promovida pela ASBIHP. Os spot's vão passando na televisão portuguesa, não só para Portugal mas para muitos outros países, mundo fora.




video: youtube.com/asbihp.pt

28 de abril de 2008

31 de março de 2008

Puberdade Precoce e Deficiência

Uma das questões mais importantes para as pessoas com deficiências do foro neurológico, as suas famílias e amigos e os técnicos de saúde é o possível aparecimento de puberdade precoce. A puberdade precoce pode ser genericamente identificada por alguns aspectos…

Nas raparigas: o crescimento do peito, o crescimento de pelos púbicos ou nas axilas, altura (crescimento demasiado rápido), o aparecimento da menstruação, a acne e o odor corporal, demasiado forte para a idade.

Nos rapazes: crescimento do pénis e dos testículos, o crescimento de pelos públicos, faciais ou nas axilas, altura (crescimento demasiado rápido), a voz grave, a acne e o odor corporal, também demasiado forte para a idade.

Na verdade, segundo um estudo realizado por investigadores do Conselho Nacional para as Crianças com deficiência, organismo dependente da Associação Norte-Americana de Pediatria, de um ponto de vista genérico, as crianças com deficiências do foro neurológico e do desenvolvimento são 20 vezes mais predispostas ao aparecimento de puberdade precoce. Por outro lado, e sabendo-se que a puberdade precoce prevalece, na população em geral, em cerca de 1 para 1000 raparigas, a incidência desta condição é de 20% entre raparigas com Spina Bifida.

O que fazer? A puberdade precoce, apesar de tudo, não tem ainda uma explicação científica definida para acontecer. Simplesmente, acontece. Mas se já sabemos que acontece com mais frequência em pessoas com Spina Bifida, Hidrocefalia e outras condições deste foro, uma ida ao médico é ainda mais importante.

dados: aap.org, kidshealth.org

17 de março de 2008

África do Sul, Spina Bifida e Ácido Fólico

África do Sul, Cidade do Cabo: Da Universidade daquela Capital, mais uma investigação, especialmente ligada à fortificação dos alimentos com ácido fólico e à utilidade que poderá ter na prevenção de doenças do tubo neural.

Desde o início de 2002, a África do Sul procedeu à recolha de dados relativos à ocorrência de doenças do tubo neural em 12 hospitais públicos de 4 províncias do país. Em Outubro de 2003, vários alimentos característicos da dieta típica dos sul-africanos foram enriquecidos com ácido fólico.

Desde então, a ocorrência de casos de spina bifida diminuiu 41,6%. Os casos de anencefalia, 10,9%. No conjunto, a ocorrência de doenças de tubo neural diminuiu 30,5%. Por outro lado, a mortalidade infantil directamente relacionada à ocorrência destas doenças diminuiu 38,8%. As mortes perinatais (imediatamente anteriores ou posteriores ao parto) diminuíram 65,9%

Para além das conclusões óbvias, diz-se deste estudo como sendo o primeiro do género num país africano com características demográficas cientificamente relevantes. Diz-se também que os custos inerentes à fortificação dos alimentos com esta vitamina são absolutamente irrelevantes face ao benefício que trazem.

fonte: interscience.wiley.com
imagem: molécula de ácido fólico (3D)

17 de agosto de 2007



Cientistas do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Semmelweis, na Hungria, produziram um estudo vasto, recente, publicado em Julho deste ano, acerca do risco de recorrência de malformações do sistema nervoso central nesse país, em gravidezes entre 1976 e 2005.

De entre dados colhidos no seio das famílias de 75320 crianças nascidas com malformações congénitas de origem considerada genética, o risco de recorrência de outros casos deste género foi de 5.2%. Num período de tempo de 5 anos pós parto, verificou-se, no entanto, um decréscimo considerável de nascimentos de bebés com doenças específicas do tubo neural – no caso, em especial, Anencefalia e Spina Bifida.

Julgam estes investigadores que tal decréscimo pode ser atribuído, com boa probabilidade, ao facto de as mães destas crianças terem tomado suplementos de ácido fólico por altura próxima da concepção e durante algum tempo após o início da gravidez.

Aqui, o resumo do estudo.