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10 de abril de 2008

Como prevenir a deficiência com um dedo



Não se trata de atingir a santidade nas estradas portuguesas.
Não se trata de alcançar o nirvana, não se trata de cumprir regras obsoletas nem de consumar um desejo secreto de beatificação rodoviária. Trata-se de um gesto simples, capaz de ser feito por quem já tenha vindo de origem com o polegar oponível. Trata-se de fazer o sinal de mudança de direcção: o pisca.

O Fábio, um amigo, pessoa muito inteligente e com um sentido de humor sobrenatural (é capaz de dizer cerca 27 disparates em 34 segundos, o que já perfaz a excelente média – que eu avidamente invejo e almejo - de 1,25 disparates por segundo), sugeriu algo realmente simples e, acho eu, bastante eficaz: a quem não gosta ou não lhe apetece fazer o pisca, porque não usar o modo – completamente automático e incapaz de atrapalhar o condutor mais interessado na paisagem – dos 4 piscas?

Um condutor em sinal de emergência é sempre um condutor prudente. Para além de ser uma técnica muito fácil de aprender e afastar o operador de automóvel do mais cavernoso dos trânsitos, mostra alguma preocupação pelos outros condutores, que decerto adivinharão desde logo uma possível mudança de direcção do veículo que, digamos assim, o senhor ou a senhora vão tentando manobrar.

Não se trata de procurar a beatificação. Trata-se, por exemplo, de evitar uma lesão vértebro-medular, a perda de sensibilidade (nas pernas, nos braços, na vagina ou no pénis), a incontinência de fezes e urina, a imobilidade parcial ou total, a depressão.

Ou o luto.

imagem: globoesporte.com

13 de março de 2008

spina bifida em 2004


São, aparentemente, os últimos dados referentes ao surgimento de casos de Spina Bifida (insiste-se, ainda, no termo espinha bífida...) em Portugal.

Dada, ainda assim, a proximidade temporal do estudo (uma espécie de milagre luso...), reflectirão aquilo que, actualmente, vai acontecendo por aqui, bem como a necessidade de apostar na prevenção e na divulgação do ácido fólico como medida para a diminuição do número de casos da malformação.

Estão divulgados num relatório estatístico de informação geral do ano de 2004, publicado pela Direcção Geral da Saúde, disponível online.

fonte e imagem: Direcção-Geral da Saúde

30 de julho de 2007

Às vezes, aquilo que nos parece mais óbvio é, para outros, o que o não é. Que benefícios poderá trazer a detecção precoce de uma malformação congénita do tubo neural como é a Spina Bifida?

Se a malformação, por um lado, poderá estar já originada, por outro lado, o rastreio e a detecção dos casos poderá, de alguma forma, minorar as suas consequências.

4 aspectos que, entre outros, poderão ser ponderados mediante consideração e supervisão médica:

. A continuação da gravidez, mediante o tipo de lesão e a gravidade, científica e objectivamente analisada, dos casos

. O tipo de parto (parto vaginal, cesariana, ou outros tipos, conforme indicação médica)

. As condições em que o parto irá ocorrer (equipamento necessário, ou mais ou menos especializado)

. A possibilidade (ainda muito remota, por estar em fase experimental e a sua eficácia não estar ainda comprovada) de cirurgia intra-uterina e eventual reparação da zona afectada

imagem: de uma absolutamente brilhante artista austríaca, Ulrike Lienbacher. Arte contemporânea no seu melhor, directamente de Viena (de onde, regra geral, só chegam, como na melhor música, coisas boas). Sem título, lápis em papel, 2000.

fonte: march of dimes, uma fundação Norte-Americana criada em 1938 por Roosevelt, Presidente, nessa altura, dos Estados Unidos, com o objectivo de combater o surto de poliomelite que grassava pelo país. Hoje, uma fundação dedicada, no essencial, à prevenção de doenças e malformações congénitas como, no caso, a Spina Bifida.