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13 de março de 2008

spina bifida em 2004


São, aparentemente, os últimos dados referentes ao surgimento de casos de Spina Bifida (insiste-se, ainda, no termo espinha bífida...) em Portugal.

Dada, ainda assim, a proximidade temporal do estudo (uma espécie de milagre luso...), reflectirão aquilo que, actualmente, vai acontecendo por aqui, bem como a necessidade de apostar na prevenção e na divulgação do ácido fólico como medida para a diminuição do número de casos da malformação.

Estão divulgados num relatório estatístico de informação geral do ano de 2004, publicado pela Direcção Geral da Saúde, disponível online.

fonte e imagem: Direcção-Geral da Saúde

13 de fevereiro de 2008



Na sequência do post de Sábado último, acerca do movimento UPA - Unidos para Ajudar, da Associação Encontrar+se, mais um vídeo, do ano passado, possivelmente esquecido nos arquivos empoeirados das televisões. Publicidade, como dizem, Institucional versus publicidade institucionalizada.

Mas brilhante.

Segundo a
Organização Mundial de Saúde (OMS) , depressão é uma doença mental que se caracteriza por tristeza mais marcada ou prolongada, perda de interesse por actividades habitualmente sentidas como agradáveis e perda de energia ou cansaço fácil.

Em todo o mundo, segundo
dados dessa Organização, existem 121 milhões de pessoas com depressão. A depressão afecta, em Portugal, segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 20% da população.

Relativamente às pessoas com deficiência, de um ponto de vista acurado, poucos são os dados concretos da incidência deste factor. No entanto, adivinha-se que os resultados não sejam propriamente animadores.

video: youtube.com

fonte: OMS, Ministério da Saúde


30 de novembro de 2007


Em Portugal, as campanhas de dita prevenção rodoviária têm uma vertente interessante: combinam imagens chocantes, normalmente a p/b e algo desfocadas, e bandas sonoras de filmes série B com uma certa forma de higiene social que tende a instigar os condutores, os peões e os ocupantes dos veículos a cumprir escrupulosamente o Código da Estrada como se fosse uma tábua de leis reveladora do caminho para as portas do Céu.

Falam-se de mortos nas estradas como se a estrada fosse uma vala comum mas, sem querer minimizar a dor de morrer (e ver morrer, como já vi) no asfalto da beira da estrada, fala-se menos dos feridos graves, bem como dos outros feridos menos graves que poderão passar a feridos graves numa altura em que a notícia já deixou de o ser.

Para quem calcorreou, durante muitos anos, o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão e, por exemplo, o antigo hospital de Sant’Ana, ao largo da Avenida Marginal, é fácil perceber que a realidade (permanente) dos feridos graves é, do ponto de vista do aviso do risco da circulação rodoviária alucinada, muito mais útil do que as choradeiras inúteis, autoritárias e pessimamente mal conseguidas passadas nalguns meios de comunicação.

Segundo a soma dos dados relativos às estatísticas da Prevenção Rodoviária Portuguesa (hoje Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária) foram gravemente feridas, em 19 anos, 177813 (cento e setenta e sete mil oitocentas e treze) pessoas. A única coisa que, infelizmente, ainda não existe, são estatísticas referentes a quem destas pessoas é, hoje mesmo, paraplégica, tetraplégica ou algo do género.

Fonte: ANSR

9 de outubro de 2007


No seguimento do post de 28 de Setembro, apresento agora, de acordo com o estudo efectuado pelo EUROCAT sobre a incidência de doenças raras na Europa, os resultados relativos à Spina Bifida entre 1980 e 2005.

No que respeita a Portugal e aos outros países da Europa, os dados foram tratados e analisados de acordo com os parâmetros indicados anteriormente.

fonte: dados do EUROCAT

28 de setembro de 2007


Dados acerca da incidência de doenças raras são algo difícil de encontrar. Os estudos sobre Spina Bifida e Hidrocefalia no que respeita a esta matéria são, igualmente, raros, sobretudo no que ao caso português diz respeito.

No entanto, a EUROCAT - European Concerted Action on Congenital Anomalies and Twins, uma organização europeia dedicada ao estudo e à vigilância das doenças congénitas, fez o levantamento estatístico da ocorrência de Hidrocefalia em várias zonas do continente europeu.

As conclusões são importantes e têm relevância científica: por um lado, o referido levantamento foi feito em várias zonas de vários países da Europa; por outro lado, o estudo e a sua extensão no tempo – 25 anos - é igualmente de realçar.

Apenas duas notas – Uma: os dados relativos a Portugal dizem respeito ao apuramento de casos apenas no Sul do território. Outra: a taxa de incidência global é calculada mediante a seguinte fórmula: n.º de casos (nados vivos + nados mortos + interrupções da gravidez) / n.º de nascimentos (nados vivos) * 10.000. Mais detalhes aqui.

Fonte: dados do EUROCAT