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25 de março de 2008

Tratamento da Incontinência

A pesquisa, levada a cabo por investigadores do departamento de urologia pediátrica do Hospital pediátrico da Faculdade de Medicina da Universidade de Utrecht, na Holanda, tem um título sugestivo: Tratamento da bexiga neurogénica na Spina Bifida.

Entre vários assuntos, o estudo foca, no essencial, a extrema importância de uma intervenção precoce ao nível dos cuidados relativos às pessoas que, com Spina Bifida, possuam, igualmente, incontinência urinária e/ou fecal.

Aqui, como em muitas outras coisas, cada caso é um caso: mas, nessa condição, é fundamental que as pessoas com Spina Bifida, desde muito cedo, adquiram conhecimentos sobre a melhor forma de lidar com as consequências mais ou menos graves desta condição, evitando as infecções urinárias podem ser frequentes e podem não ter sintomas que possibilitem tratamento atempado, e, por exemplo, situações de refluxo urinário (a urina, por não ser totalmente expelida ou não ser expelida ou em tempo útil, retorna aos rins) podem ter consequências muito complicadas para a saúde.

Algumas das conclusões do estudo: a terapêutica farmacológica pode ser fundamental nos primeiros anos de vida (evitando infecções urinárias). Por outro lado, a ostomização pode levar a bons resultados em doentes que necessitem de cadeira de rodas para se deslocarem.

É focada também a importância do tratamento da incontinência (fecal e/ou urinária) como via para, na adolescência, as pessoas com spina bifida terem uma sexualidade o mais descomplicada possível. Por exemplo, para pessoas com falta de sensibilidade no pénis, existem, em alguns casos, tratamento cirúrgico eficaz.

O essencial prende-se com a ideia de que o conformismo pode ser um problema: a Spina Bifida não tem, pelo menos por enquanto, cura; mas sendo uma multideficiência, existem aspectos que podem, com toda a eficácia, ser tratados e até totalmente curados.

Detalhes: Todos, aqui.

Fonte: springerlink.com

12 de março de 2008

cirurgia a solo

Intervenções cirúrgicas sem assistência para tratamento da hidrocefalia e outros defeitos do tubo neural: é o nome de mais uma pesquisa levada a cabo por cientistas do Departamento de Neurocirurgia do Hospital das Forças Armadas Alemãs, em Ulm, e do Departamento de Neonatologia e Cuidados Primários do Hospital Universitário desta mesma localidade.

Essencialmente, a descoberta, verdadeiramente importante, é uma: é possível, sem riscos acrescidos, efectuar intervenções cirúrgicas do tipo em recém-nascidos apenas com um neurocirurgião.

A desnecessidade de um corpo clínico com vários elementos no bloco operatório é extremamente importante: para além de minimizar os custos de intervenções com características especiais como estas, irá, com toda a certeza, promover o tratamento e a recuperação de crianças com Spina Bifida, Hidrocefalia e outras doenças do tubo neural de forma muito mais célere, possibilitando, na práctica, salvar muito mais vidas.Esta práctica, ainda por desenvolver e aprofundar, poderá, se necessária, ser essencial nos países em desenvolvimento, onde os recursos médicos são poucos ou até inexistentes.

fonte: karger.com

24 de setembro de 2007

O Prémio Braun, instituído em 1968, tornou-se a primeira competição internacional Alemã com o fim de promover o trabalho de jovens designer. Tem, ainda hoje, por objectivo fundamental realçar a importância do design industrial e promover, pelo mundo fora, o desenvolvimento de ideias inovadoras que possam dar à origem à produção, devidamente regulada, de objectos interessantes e funcionais.

Em 2007, a exibição dos produtos a concurso relativos a este prémio está patente, de 13 a 28 de Setembro, aquando da entrega do referido Prémio, em Kronberg, na Alemanha. Nesta cidade, foi já decidido que o primeiro prémio vai ser entregue a Donn Koh, um designer de Singapura, por ter criado um objecto deveras interessante – e útil: o Leapfrog.

O Leapfrog, uma espécie de andarilho multi-funções, é um objecto criado a pensar na habilitação motora dos miúdos com Poliomielite ou Spina Bífida. Ao promover apoio e a facilitar as mudanças de direcção, a intenção de movimento e o equilíbrio e a sustentar as mudanças bruscas de posição das crianças com dificuldades motoras (por exemplo, com a ajuda deste objecto, parece ser mais fácil sentar e levantar e voltar a sentar), o Leapfrog melhora o desenvolvimento equilibrado e a confiança destes miúdos. Este objecto pode ser regulado conforme a idade, o peso e o grau de desenvolvimento psicomotor da criança.

O Prémio Braun, não especialmente vocacionado para avaliar e premiar objectos específicos para as pessoas com deficiência, recebeu 903 propostas de avaliação de utensílios de vários tipos, materiais e para várias funções, vindas de 50 países. Ganhou Donn. Segundo Peter Schneider, Presidente do Júri do Concurso e Director de Design da Braun, empresa Alemã de criação e fabrico de utensílios domésticos, o Júri ficou impressionado com a versatilidade do objecto premiado e com as possibilidades do Leapfrog, enquanto instrumento lúdico e terapêutico, poder ser utilizado por pessoas com deficiências aparentemente muito diferentes.

Fonte: medicalnewstoday.com

29 de maio de 2007

A qualidade das actividades lúdicas destinadas a pessoas com deficiência e, em especial, a pessoas com Spina Bifida e/ou Hidrocefalia parece conhecer um interesse crescente por parte de técnicos, dos afectados e das próprias famílias das crianças, jovens e adultos com esta doença. A eventual redução da mobilidade, da continência de esfíncteres, das capacidades sensoriais e as já reconhecidas dificuldades de memória de curto prazo, de concentração, de localização espacial e temporal e daquilo a que usualmente se chama raciocínio lógico podem ser componentes a ter em conta na estratégia ocupacional de pessoas que poderão, até certa altura, ter dificuldades específicas de integração e de aceitação social.

Assim sendo, a pergunta será, mais que nunca, à volta da melhor forma de desenvolver as capacidades destas pessoas de modo a torná-las melhores naquilo em que são realmente boas, bem como razoáveis naquilo em que poderão não ter tanto sucesso. O jogo, pelo lado normalmente competitivo, sistemático, relacional (se for, eventualmente, possível estabelecer uma relação com uma consola...) e, por vezes, interiormente representativo (no sentido da superação) que tem, pode ser uma forma, entre e em relação com outras formas, de estimular, de "picar", pondo um desafio a quem joga: acordar para o mundo e para os outros, adquirindo uma consciência social de si próprio, seja lá o que isso, um dia mais tarde, for ou possa vir a ser.

Uma das formas (e repita-se isto as vezes que forem necessárias...) de lidar com esta questão está aqui, num link do site de um centro norte-americano dedicado ao estudo do desenvolvimento humano e à pesquisa na área dos comportamentos - Waisman Center, num trabalho publicado pela congénere norte-americana da ASBIHP - a SBAA.

No mínimo, interessante e, se calhar, raro. Ou não, como prefiro dizer.