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15 de janeiro de 2008

Tornando as coisas verdadeiramente subjectivas, se há algo que profundamente me irrita é estar consciente, mesmo que demore, que há pessoas que não têm nada para dizer às outras pessoas e ao mundo. É uma atitude egoísta, sim, que não se deve obrigar ninguém a não ser aquilo que não é, aquilo que porventura não quer ser. Mas é assim, mesmo que possa não ser importante.

Tornando as coisas ainda mais subjectivas, para mim, ter uma deficiência é ver as coisas de outra forma, não necessariamente melhores nem mais demoradas no olhar mas é, mesmo assim, ver as coisas de outra forma. De outras formas. É ver as coisas a partir do canto cego das próprias coisas.

Quando miúdo, lembro-me de uma conversa entre mim e R. Falávamos, à medida da nossa altura, da possibilidade de as coisas dançarem entre elas quando não as víamos, quando, mesmo perto de nós, as perdíamos de vista por estarmos de costas, por estarmos distraídos, por estarmos no escuro ou por outra coisa qualquer.

Ainda hoje penso que pode ser assim e que, por qualquer razão, quando olho rapidamente pelo lado cego do meu ombro rápido, as coisas ainda podem, mesmo que em vertigem, estar a dançar por detrás dos nossos ombros tão lentos.

Em muito pouco, quem se consegue afirmar pela diferença que em si se faz por ser diferente poderá ser mais próximo das coisas do mundo, pelo mundo, por si para o mundo. Poderá entender, por infame pretensão, a aceitar-se, a aceitar a arte, a aceitar a vida e a poesia toda.

Poderá entender coisas como esta, coisas assim como esta…




video: youtube.com

21 de junho de 2007

O ponto da situação: este é o centésimo post deste blog, meses após a inauguração deste espaço.

Em primeiro lugar, o professor baltazar pede desculpa pelo facto de, ultimamente, os post's não terem sido tão regulares do ponto de vista horário como, efectivamente, pretendo. O professor baltazar está de férias e isso explica, por isso, algo.

No início do próximo mês, creio, as coisas voltarão ao normal.

Em segundo lugar, alerto para a inserção de um formulário de subscrição de newsletter ASBIHP e de um formulário de pedido de inscrição como sócio da associação. Não sendo profissional nesta área, o professor tem feito os possíveis (e, às vezes, os impossíveis) para que a informação circule devidamente. Posso, por isso, adiantar, que o preenchimento destas fichas online é seguro e eficaz.

Em terceiro lugar, agradeço desde já a todos aqueles que nos têm visitado. A única coisa que posso e devo dizer, mesmo sem ser o mais importante, é que este blog tem crescido de forma exponencial, chegando aos poucos ao seu primeiro objectivo - promover a qualidade de vida de todos os afectados de spina bifida e/ou hidrocefalia e do seu meio físico e social, bem como aumentar o conhecimento sobre estas doenças e divulgar as actividades da Instituição. Para que este objectivo se vá cumprindo de forma realmente séria conto, em particular, com as visitas dos amigos do Brasil, que representam, neste momento, quase 40% do total de visitantes.

Até já.