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4 de fevereiro de 2008


O nome do estudo já diz bastante: Enorme redução de prematuros entre mulheres que tomam ácido fólico desde um ano antes da concepção.

Os resultados desta pesquisa, elaborada por um grupo de cientistas do campus em Galveston da Universidade do Texas (líder científico indiscutível na pequisa relacionada com defeitos do tubo neural), foram divulgados no 28º Encontro Anual da Sociedade de Medicina Fetal e Maternal, nos Estados Unidos da América.

Já é facto que a toma de ácido fólico por parte de futuras mães (e, segundo alguns investigadores, futuros pais) nas quantidades e tempos recomendados pelos médicos assistentes reduz, em medida considerável, o aparecimento de casos de Spina Bifida e outras complicações associadas. O que ainda não se sabia é que a toma desta vitamina do grupo B, o ácido fólico, de acordo com esta investigação e mediante o tipo de idade, etnia e outros factores associados ao casal, reduz, entre 50 a 70%, nascimentos prematuros.

Os bebés prematuros, para além de necessitarem de cuidados médicos muito especiais nos primeiros meses de vida, podem, genericamente, desenvolver, entre outras, complicações clínicas do foro psíquico, cardíaco ou pulmonar.

Sendo assim, o acrescento sólido de benefícios à toma de ácido fólico por parte dos futuros pais e mães beneficia claramente a redução de casos de Spina Bifida nos países em que esta medida de prevenção for devidamente divulgada e implementada.

Este estudo é a primeira e a mais extensa investigação desenvolvida alguma vez nos Estados Unidos da América sobre a toma de ácido fólico e os seus efeitos relativamente aos partos prematuros.

A título de exemplo: foram 38.033 os participantes...


Fonte: sciencedaily.com
Imagem: wikimedia.org (adapt.)

5 de outubro de 2007


Entre as mulheres grávidas e as pessoas mais preocupadas com as dores que estas poderão ter no momento do parto, o termo "epidural" não é propriamente desconhecido. Fundamentalmente, trata-se de uma técnica analgésica durante o parto: a introdução de um cateter (um pequeno tubo) entre duas vértebras da coluna lombar onde é injectada uma solução analgésica que permite, em alguns casos, reduzir com sucesso a intensidade das dores de parto.

Ora, no caso das mulheres com Spina Bífida, parece ser do senso comum que a aplicação desta técnica requeira, na maior parte dos casos, uma maior atenção. Factores como o nível da lesão, as implicações que, naquele momento, tem e o grau de dependência física são factores a considerar embora, como é lógico, o médico assistente saiba melhor que ninguém o que fazer, planeando em devido tempo a possibilidade de tal acontecer.

O que se pretende dizer, no essencial, é que tal pode ser um facto, mesmo podendo não ser o mais desejável. Tudo depende, como se disse, do nível da lesão – as complicações, a existir, variarão de caso para caso e, em grau, acompanharão, à partida, a altura da lesão.

Teoricamente, uma mulher com Spina Bífida Oculta poderá ter menos complicações se lhe for administrada uma injecção epidural que uma mulher com mielomeningocelo ou qualquer outra forma de Spina Bífida mais séria.

Mas a Medicina, apesar de tudo, ainda não é uma ciência exacta.

Fonte: MayoClinic.com
imagem: christian rupp, erotic opportunities in biotechnology

27 de julho de 2007


Hidrocefalia e grávidas com válvula cirurgicamente implantada: poderá parecer algo raro, mas não é. Em Portugal, o número de casos está, tanto quanto sei, ainda por apurar. No entanto, Nancy Bradley, mãe, natural dos EUA, por ter passado por esta situação, interessou-se pelo tema e organizou por si própria uma base de dados relativa a casos de futuras mães com hidrocefalia e válvula cirurgicamente implantada.

Esta organização de dados foi elaborada com base na situação de 70 mulheres com idades compreendidas entre os 18 e os 41, bem como 173 gravidezes.

O estudo, aqui, é algo extenso, embora a sua extensão esteja de acordo com o seu interesse. Pode e deve, caso interesse, ser consultado. No entanto, realço alguns pontos relativos aos dados apurados, actualizados em Junho de 2006 e publicados, em parte, em janeiro deste ano no journal científico Neurological Research.

Em exemplo, abaixo, algumas das precauções que devem ser tomadas pelas mães com válvula (ou shunt):

. especial cuidado com acompanhamento médico específico (ponto de vista físico e neurológico)
. especial cuidado com a medicação a tomar
. precaução relativa a pressões abdominais anormais ou demasiado fortes
. especial atenção às datas relativas à fase final da gravidez, dado que quanto maior for o bebé maior pode ser a pressão intracraniana na altura do parto.


Uma nota: apenas uma das mulheres que colaboraram na organização da informação recolhida deu à luz uma criança com Spina Bifida e Hidrocefalia, embora onze tenham dado à luz bebés com deficiência ou malformação.

fonte: hydrowoman
imagem: logo da análise de dados (adaptado)