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18 de dezembro de 2007

a investigação - Success and complication rates of endoscopic third ventriculostomy for adult hydrocephalus: a series of 108 patients - teve por objectivo o apuramento das diferenças de resposta clínica a tratamentos de casos de hidrocefalia não comunicante - hidrocefalia em que existe bloqueio à circulação do líquido céfaloraquidiano (LCR) - dentro do sistema ventricular - através do método de ventricolostomia endoscópica do terceiro ventrículo: cientistas da Divisão de Neurocirurgia da Escola de Medicina David Geffen, em Los Angeles, nos Estados Unidos, descobriu que o sucesso da aplicação desta técnica depende das características morfológicas da pessoa submetida a este tipo de tratamento – aspectos como a dinâmica do líquido céfaloraquidiano (LCR), a estrutura mais ou menos elástica do cérebro e o tipo de hidrocefalia (crónica ou não) são determinantes no sucesso da aplicação da técnica.

Com resultados apurados de entre cerca de 108 pessoas com hidrocefalia não comunicante, chega-se à conclusão, segundo esta pesquisa, que o método de ventricolostomia endoscópica ao terceiro ventrículo é uma opção clínica eficaz no tratamento deste tipo de hidrocefalia a pessoas adultas (média de idades de 48 anos).

Como este procedimento clínico resultou numa independência de longo termo face ao recurso à implantação de válvula (ou shunt), o acompanhamento clínico continuado destas pessoas é necessário.

Os detalhes, importantes, estão aqui.

fonte: NCBI - National Center for Biotechnology Information
imagem: trejos.com (adapt.)

27 de julho de 2007


Hidrocefalia e grávidas com válvula cirurgicamente implantada: poderá parecer algo raro, mas não é. Em Portugal, o número de casos está, tanto quanto sei, ainda por apurar. No entanto, Nancy Bradley, mãe, natural dos EUA, por ter passado por esta situação, interessou-se pelo tema e organizou por si própria uma base de dados relativa a casos de futuras mães com hidrocefalia e válvula cirurgicamente implantada.

Esta organização de dados foi elaborada com base na situação de 70 mulheres com idades compreendidas entre os 18 e os 41, bem como 173 gravidezes.

O estudo, aqui, é algo extenso, embora a sua extensão esteja de acordo com o seu interesse. Pode e deve, caso interesse, ser consultado. No entanto, realço alguns pontos relativos aos dados apurados, actualizados em Junho de 2006 e publicados, em parte, em janeiro deste ano no journal científico Neurological Research.

Em exemplo, abaixo, algumas das precauções que devem ser tomadas pelas mães com válvula (ou shunt):

. especial cuidado com acompanhamento médico específico (ponto de vista físico e neurológico)
. especial cuidado com a medicação a tomar
. precaução relativa a pressões abdominais anormais ou demasiado fortes
. especial atenção às datas relativas à fase final da gravidez, dado que quanto maior for o bebé maior pode ser a pressão intracraniana na altura do parto.


Uma nota: apenas uma das mulheres que colaboraram na organização da informação recolhida deu à luz uma criança com Spina Bifida e Hidrocefalia, embora onze tenham dado à luz bebés com deficiência ou malformação.

fonte: hydrowoman
imagem: logo da análise de dados (adaptado)

25 de julho de 2007

guerra: O post de hoje não tem imagem, porque não há imagens para este post. É um imperativo categórico, à laia de Kant - objectivo, claro, conciso e devidamente fundamentado, e parte de um cálculo aparentemente muito simples.

Não querendo cair em afirmações fáceis, a morte é uma coisa relativamente fácil: morre-se e pronto. É por isso que esta multiplicação pode, eventualmente, ser útil:

Na denominada guerra do Golfo, uma nação lançou cerca de 85 milhões de quilos de bombas de fragmentação sobre outra. Estas bombas, com uma margem de erro de cerca de 5%, lançam, na sua versão mais corriqueira, cerca de 202 outras bombas. Umas explodem. Outras, nem por isso.

Explodem depois, vá lá.

Uma bomba de fragmentação, na tal versão mais corriqueira, custa cerca de €10000 (dez mil euros).

Uma válvula (ou shunt), usada no tratamento cirúrgico da Hidrocefalia, custa €45. Evita a morte.

Contas por alto, uma bomba de fragmentação, condenado o seu uso pelas Nações Unidas e pelo Parlamento Europeu (Proposta de Resolução Comum RC-B6-0585/2006), valeria, digamos assim, 222 válvulas.


Curiosamente, um número parecido com a quantidade de bombas dentro da própria bomba.

Fonte: as observadas nos links