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2 de maio de 2008

Da Jamaica para o Mundo


Pessoas com deficiência: entre 650 a 780 milhões de pessoas no mundo, segundo dados do departamento de estatística das Nações Unidas. 10 a 12% da população mundial. Muita gente, portanto.

Talvez por isso, a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência tenha sido o tratado sobre Direitos Humanos mais rapidamente negociado em toda a história das organizações.
Nada propriamente mau, é certo, mas há que esperar: há que saber, por exemplo, se os 127 países que já assinaram, até à data, o acordo, vão mesmo cumpri-lo.

O tratado será oficialmente ratificado amanhã. No entanto, há ainda que saber se estes 127 países irão assinar um outro tratado internacional – o Protocolo Opcional à convenção. 71 já o fizeram. O Protocolo estabelece a possibilidade de qualquer pessoa – com ou sem deficiência - poder, esgotados os meios nacionais de reivindicação dos seus direitos, recorrer às Nações Unidas de modo a que o tratado não seja apenas um papel com letras. O Protocolo estabelece, ainda, a possibilidade das Nações Unidas verificarem na práctica se a convenção está, de facto, a ser aplicada em cada um dos países que disseram “que sim”.

Uma convenção deste tipo é um documento de princípio, pensada por países em que ainda haverá princípios, que apenas pode ser encarada como útil se servir de base a legislação para cumprir e não apenas, como muito, mas mesmo muito de perto se faz, para decorar.

Um dado interessante: o primeiro país a assinar e a ratificar a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e o Protocolo Opcional - fê-lo logo no primeiro dia em que pôde - foi a Jamaica...

fonte: UN

25 de julho de 2007

guerra: O post de hoje não tem imagem, porque não há imagens para este post. É um imperativo categórico, à laia de Kant - objectivo, claro, conciso e devidamente fundamentado, e parte de um cálculo aparentemente muito simples.

Não querendo cair em afirmações fáceis, a morte é uma coisa relativamente fácil: morre-se e pronto. É por isso que esta multiplicação pode, eventualmente, ser útil:

Na denominada guerra do Golfo, uma nação lançou cerca de 85 milhões de quilos de bombas de fragmentação sobre outra. Estas bombas, com uma margem de erro de cerca de 5%, lançam, na sua versão mais corriqueira, cerca de 202 outras bombas. Umas explodem. Outras, nem por isso.

Explodem depois, vá lá.

Uma bomba de fragmentação, na tal versão mais corriqueira, custa cerca de €10000 (dez mil euros).

Uma válvula (ou shunt), usada no tratamento cirúrgico da Hidrocefalia, custa €45. Evita a morte.

Contas por alto, uma bomba de fragmentação, condenado o seu uso pelas Nações Unidas e pelo Parlamento Europeu (Proposta de Resolução Comum RC-B6-0585/2006), valeria, digamos assim, 222 válvulas.


Curiosamente, um número parecido com a quantidade de bombas dentro da própria bomba.

Fonte: as observadas nos links