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13 de março de 2008

spina bifida em 2004


São, aparentemente, os últimos dados referentes ao surgimento de casos de Spina Bifida (insiste-se, ainda, no termo espinha bífida...) em Portugal.

Dada, ainda assim, a proximidade temporal do estudo (uma espécie de milagre luso...), reflectirão aquilo que, actualmente, vai acontecendo por aqui, bem como a necessidade de apostar na prevenção e na divulgação do ácido fólico como medida para a diminuição do número de casos da malformação.

Estão divulgados num relatório estatístico de informação geral do ano de 2004, publicado pela Direcção Geral da Saúde, disponível online.

fonte e imagem: Direcção-Geral da Saúde

4 de fevereiro de 2008


O nome do estudo já diz bastante: Enorme redução de prematuros entre mulheres que tomam ácido fólico desde um ano antes da concepção.

Os resultados desta pesquisa, elaborada por um grupo de cientistas do campus em Galveston da Universidade do Texas (líder científico indiscutível na pequisa relacionada com defeitos do tubo neural), foram divulgados no 28º Encontro Anual da Sociedade de Medicina Fetal e Maternal, nos Estados Unidos da América.

Já é facto que a toma de ácido fólico por parte de futuras mães (e, segundo alguns investigadores, futuros pais) nas quantidades e tempos recomendados pelos médicos assistentes reduz, em medida considerável, o aparecimento de casos de Spina Bifida e outras complicações associadas. O que ainda não se sabia é que a toma desta vitamina do grupo B, o ácido fólico, de acordo com esta investigação e mediante o tipo de idade, etnia e outros factores associados ao casal, reduz, entre 50 a 70%, nascimentos prematuros.

Os bebés prematuros, para além de necessitarem de cuidados médicos muito especiais nos primeiros meses de vida, podem, genericamente, desenvolver, entre outras, complicações clínicas do foro psíquico, cardíaco ou pulmonar.

Sendo assim, o acrescento sólido de benefícios à toma de ácido fólico por parte dos futuros pais e mães beneficia claramente a redução de casos de Spina Bifida nos países em que esta medida de prevenção for devidamente divulgada e implementada.

Este estudo é a primeira e a mais extensa investigação desenvolvida alguma vez nos Estados Unidos da América sobre a toma de ácido fólico e os seus efeitos relativamente aos partos prematuros.

A título de exemplo: foram 38.033 os participantes...


Fonte: sciencedaily.com
Imagem: wikimedia.org (adapt.)

24 de janeiro de 2008

À partida, pode não parecer relevante mas, segundo este estudo, elaborado pela Fundação March of Dimes e os serviços do Departamento de Saúde Pública do Texas (EUA), é: existe uma relação concreta e apurada entre a classe social dos futuros pais de crianças com Spina Bifida (e/ou Anencefalia) e o aparecimento destas malformações.

De acordo com dados do Estudo Nacional Norte-americano para a Prevenção das Malformações Congénitas (National Birth Defects Prevention Study), cruzados com informação de carácter social (habilitações literárias, qualificação profissional e rendimentos) e dados genéticos dos progenitores, os pais (sexo masculino) com profissões ligadas ao uso continuado das mãos e operadores de máquinas são aqueles de maior associação ao aparecimento de filhos com Spina Bifida.

Por outro lado, tantos os pais como as mães com habilitações literárias mais baixas surgem associados ao surgimento de fetos com Anencefalia.

Este estudo revela, em conclusão, ser possível, entre a população norte-americana, estabelecer associação entre o nível sociocultural dos progenitores e o aparecimento destas e outras malformações congénitas, como lábio leporino ou alterações morfológicas do foro cardíaco.


imagem: troll-urbano.weblog.com.pt (adapt.)

22 de janeiro de 2008


O organismo norte-americano responsável pelo controle e prevenção da doença (centers for disease control and prevention – CDC) compila, semanalmente, informação obtida por parte dos vários departamentos estatais de saúde dos Estados Unidos relativa à ocorrência de uma determinada patologia.

Todas as sextas-feiras, por seu lado, essa informação é disponibilizada aos cidadãos através de um relatório semanal sobre morbilidade e mortalidade (Morbidity and Mortality Weekly Report -MMWR).

O relatório de 11 de Janeiro é, no contexto deste blog, um pouco mais importante que os outros – fala-nos da prevalência de Spina Bifida e Anencefalia nos Estados Unidos e de outros dados estatísticos complementares relativos à prevenção destas malformações do tubo neural, nomeadamente o recurso ao ácido fólico por parte das futuras mães e o impacto ligado à fortificação de alguns alimentos com esta vitamina essencial.

Mais um dado científico importante, que mostra, caso ainda fosse preciso, mais uma vez a importância que os Estados Unidos têm na investigação sobre as causas e a prevenção relativas à Spina Bifida.

O documento pode ser consultado no site da IF – Federação Internacional para a Spina Bifida e Hidrocefalia, aqui.

11 de janeiro de 2008


Aurangabad: do hospital universitário desta cidade do Noroeste da India, mais uma pesquisa, relacionada, neste caso, com uma das complicações normalmente associadas à ocorrência de Spina Bifida - a Anencefalia (simplificadamente, a ausência de cérebro em fetos, obviamente nados mortos).

Os investigadores que participaram neste pesquisa anatómica descobriram, por um lado, que a ocorrência de Anencefaia é, na India, de 3 em cada mil nascimentos - uma percentagem significativamente mais alta que a reportada em estudos anteriores. Aspectos como a idade da mãe, o grau de parentesco e o grupo sanguíneo são, por outro lado, características importantes a ter em conta na ocorrência desta malformação.

A taxa mais alta de incidência de Anencefalia foi encontrada em grávidas entre os 20 e os 30 anos de idade e pertencentes ao grupo sanguíneo O.

Outro aspecto curioso encontrado nesta pesquisa foi o facto de que a Anencefalia ocorre duas vezes mais em fetos concebidos nos meses de Verão comparativamente aos meses de Inverno.

A ocorrência de Anencefalia foi, como se sabe, normalmente associada à ocorrência de Spina Bifida neste fetos, mas não só: as hérnias umbilicais e do diafragma, bem como a hidrofrenose (dilatação dos rins por excesso de urina) são factores importantes a ter em consideração.

Uma nota final: é importante verificar a divulgação de resultados claros por parte de uma Instituição de Saúde Indiana, num Continente - a Ásia - onde se encontram 29,4% das terras emersas do planeta, onde se concentra 60% da população mundial e onde as estatísticas sobre Spina Bifida, Hidrocefalia e outras doenças e malformações congénitas raras são... raras.

fonte: springerlink.com

12 de dezembro de 2007


Irlanda: um grupo de investigadores do Instituto de Pesquisa Boyne elaborou um estudo relativo à prevalência de casos de defeitos do tubo neural no que respeita à população Irlandesa e, mais especificamente, à ocorrência de malformações (como, por exemplo, Spina Bifida) entre tios e tias em famílias em que já tinha ocorrido um ou mais casos de defeitos congénitos do tubo neural.

A investigação, levada a cabo entre 1995 e 2003, com 78 famílias nucleares e 373 tios e tias pertencentes ao grupo, revelou resultados surpreendentes: as pessoas com esse grau de parentesco do lado materno revelaram uma incidência muito maior (8,4 contra 4 em cada mil) destes casos face ao tios e tias do lado paterno nessas famílias.

No que respeita à falta de investigação e, consequentemente, de informação relativas à hereditariedade dos casos de defeitos do tubo neural, mais visível em alguns locais que noutros, fica, assim, constatado mais um factor de prevalência destas malformações, que só acentua a necessidade de maior cuidado e persistência na pesquisa e na prevenção de, por exemplo, casos de Spina Bifida.

Os detalhes, necessários, estão aqui.

Fonte: boyneresearch.ie