23 de junho de 2008



Penso que teremos chegado ao ponto de dizer que falar de deficiência é falar do país, em vez de dizermos que é falar de deficiência.

Deve ser por isso que o país se preocupa connosco ou deve ser por isso que o pais está cada vez mais atento aos nossos movimentos: porque o país imita, medíocre mas sempre com muito orgulho, a deficiência.

20 de junho de 2008

Aos Dardos


Leve como o Verão e o céu azul por cima de nós todos: membros de uma equipa de dardos – os Dolphin Inn, de East Lothian, na Escócia – organizaram uma marcha de angariação de fundos para a Associação Escocesa de Spina Bifida (SSBA).

O primeiro motivo, digamos assim, foi Even Reece, 4 anos de gente, nascido com Spina Bifida. Numa comunidade pequena do interior da Escócia, caracterizada, onde toda a gente se conhece, a marcha angariou 7350 Libras (à data de hoje, 9350 Euros).

fonte: eastlothiancourier.com
imagem: urbajunkie.co.uk

18 de junho de 2008

Genial. Ponto.

Não é costume pessoal indicar um lugar porque sim ou porque não, mas mais porque pode ser um lugar, um lugar onde se pode ficar, porque pode ser o lugar da diferença, ao largo de um mundo ainda tão igual.

Bem vindos ao inferno, aqui.

Take your time.

17 de junho de 2008

nem ateniense nem grego


A imagem fala por si e o título anuncia o impensável: um país com uma selecção de futebol que é pentacampeã mundial tem um instituto destes e editou um livro destes.

Se não fosse bom para o Brasil e para o mundo, seria muito triste para nós, de tão pequenos que somos.

Para quem conseguir tirar os olhos da televisão e livrar-se do mal, o livro pode ser encomendado através do site do IBDD - Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Só pela capa, já valeria a pena, que me parece que estas pessoas com rostos tão expressivos e tão capazes, serão muito mais heróis que os heróis da relva.

Haja Fado. Haja Fé. Haja Bola.

Haja fé.

imagem: IBDD

12 de junho de 2008

espaço 2008


Aveiras, ao canto da mesa


A televisão acesa sem som que se ouça, cabeças viradas para cima com o café a arrefecer mais as palmas da mão assentes na mesa, quente e iluminada

É o Discovery, e o ecrã da televisão a barra vermelha em baixo com cientistas americanos esperam aterragem sem problemas. espaço.

O cajado assente ao queixo, como que a prender o maxilar,
Mas o que é que aqueles gajos andam a fazer lá em cima se isto está como está aqui em baixo?

11 de junho de 2008

Acessibilidade - o Piso Seguinte


Na sequência da mensagem anterior, "Projectar e Construir sem Barreiras" é mais um livro que pretende aclarar a interpretação do Decreto-lei 163/2006, diploma sobre a acessibilidade ao meio urbano pelas pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Escreve-o Joaquim Vieira Martins, jurista da Câmara Municipal de Lisboa (curiosamente, uma das entidades públicas com maior responsabilidade na aplicação desta lei), tentando, do ponto de vista jurídico, simplificar a forma como este Decreto-lei poderá ser lido.

O livro, essencialmente destinado a técnicos interessados em pôr em práctica esta legislação, pode ser adquirido nas livrarias ao custo de 13 Euros.

fonte: INR
foto: Stian Iversen @ masternewmedia.org

9 de junho de 2008

Acessibilidade - Piso Zero


Um Decreto-lei como o que institui a obrigatoriedade da existência de normas de acessibilidade ao meio urbano pelas pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida – Decreto-lei n.º 163/2006, de 8 de Agosto – não deveria, por assim dizer, ser ajudado por interpretações ou por ilustrações: deveria, isso sim, ser cumprido, se tivéssemos alguns políticos com deficiência e algumas instituições mais próximas das pessoas. Ponto.

No entanto, e apesar de tudo, Jorge Falorca e Sílvia Gonçalves, Engenheiros Civis, criaram um manual técnico com vista a melhorar a interpretação e a tornar mais claro o que dispõe o tal diploma legal. Numa atitude que não deveria ser necessária mas que é claramente positiva, editaram "Projectar e construir com acessibilidade" (edição de autor), livro que pode ser adquirido na sede da Ordem dos Engenheiros, na Rua Antero de Quental, n.º 107, em Lisboa ou por contacto via e-mail, para os seguintes endereços electrónicos:

dina@centro.ordemdosengenheiros.pt

jorge.falorca@netvisao.pt

Custa 18€, portes de correio excluídos.

fonte: INR
imagem: bengalalegal.com (Ricardo Ferraz)

4 de junho de 2008

Um destes dias, quis dar-lhe umas palavras num sentido em que já não estão e que, contudo, poderão, agora, ser uma espécie de chave para si. Quis dizer-lhe que o meu trabalho consiste em duas partes: naquilo que escrevo e que está aqui, e em tudo aquilo que ainda não escrevi. E que, precisamente, a segunda parte é aquela que é importante.

(excerto de uma carta de
Ludwig Witgenstein a Ludwig von Ficker, Escritor e símbolo da resistência ao nazismo, em 1919)